O cenário das fintechs no Brasil vem passando por profundas transformações, influenciado por avanços tecnológicos, novas demandas dos consumidores e, principalmente, alterações no marco regulatório. Com a proximidade de 2026, temos observado uma movimentação intensa em busca de maior segurança, transparência e conformidade. O aumento da digitalização dos serviços financeiros também traz novos riscos e, consequentemente, exige abordagens mais estratégicas para o compliance.
O crescimento das fintechs e a urgência do compliance
Nos últimos anos, vimos um crescimento explosivo das fintechs e da adoção de serviços financeiros digitais. Segundo uma pesquisa da Zetta, o número de contas digitais ativas saltou impressionantes 77% só em 2022, chegando a 251 milhões no Brasil (pesquisa da Zetta). Essa popularização, porém, traz preocupações legítimas sobre segurança e fraudes.
Compliance nunca esteve tão em destaque nas pautas estratégicas das fintechs. O número crescente de casos de golpes financeiros, principalmente via dispositivos móveis, pressiona o setor por processos mais robustos, dados precisos e integração eficiente de informações públicas e privadas.
Regulação é sinônimo de responsabilidade para todos nós do ecossistema.
A Direct Data entende que, diante deste cenário, adequação regulatória deixa de ser apenas uma obrigação legal: torna-se instrumento de diferenciação e sustentabilidade para operações modernas.
As novas exigências do marco regulatório até 2026
O avanço tecnológico e o aumento nos riscos de atividades ilícitas forçam o Banco Central e órgãos reguladores a atualizar regras constantemente. No horizonte de 2026, algumas tendências já se destacam na regulação para fintechs:
- Expansão dos requisitos de identificação e verificação de identidade para ampliar a prevenção à lavagem de dinheiro.
- Adoção crescente de relatórios automáticos e integração sistêmica de dados públicos.
- Maior rigor no monitoramento de transações suspeitas, exigindo respostas rápidas a incidentes.
- Proteção de dados aprimorada, acompanhando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Estes elementos se refletem em obrigações nos processos internos e tecnológicos. Devemos ressaltar que isto aumenta a importância de plataformas como a Direct Data, capazes de garantir validez, atualização e confiabilidade das informações utilizadas em cada etapa da jornada digital.
Os principais desafios para fintechs no novo cenário
Em nossas experiências, os desafios para as fintechs enfrentarem corretamente as obrigações de 2026 se concentram em alguns eixos:
1. Adaptação tecnológica acelerada
A atualização frequente de regras obriga as equipes de tecnologia e compliance a atuarem em ritmo constante de revisão dos sistemas. Cada nova exigência demanda integrações rápidas de APIs, consultas inteligentes e flexibilidade dos processos internos.
Ferramentas como os sistemas de enriquecimento e higienização de bases de dados, disponíveis na central de ajuda da Direct Data, mostram-se fundamentais para garantir que os bancos de dados estejam sempre alinhados ao que determina a regulação.
2. Eficiência na prevenção de fraudes
Com mais de 40 milhões de brasileiros vítimas de fraudes financeiras e perdas que superam R$ 2 bilhões em apenas 1 ano, de acordo com a pesquisa citada, o combate à fraude ganhou protagonismo. Cada etapa da jornada digital precisa ser monitorada.
Automação na validação de cadastros e cruzamento inteligente de dados são estratégias indispensáveis. Todas essas funcionalidades podem ser encontradas em plataformas que garantem acesso fácil a múltiplas bases e integração por APIs.
3. Gerenciamento dos riscos regulatórios
A fragilidade regulatória, de acordo com investigações recentes, abriu brechas para operações ilícitas e o movimento de bilhões fora do mercado formal.
A gestão precisa ser baseada em dados confiáveis e históricos detalhados, para evitar exposição a riscos de autuações e multas.
Não se trata apenas de implantar controles, mas de garantir rastreabilidade sobre cada decisão tomada. Recursos como pesquisa avançada de dados públicos são grandes aliados para detectar irregularidades de maneira proativa.
4. Capacitação constante das equipes
O ritmo de transformação regulatória exige atualização permanente dos times. Investir em treinamentos e garantir comunicação clara entre compliance, jurídico e tecnologia é um dos pilares para manter a fintech preparada.
No contexto da Direct Data, buscamos sempre manter nossos parceiros informados das mudanças, com recursos de apoio disponíveis, como guias de configuração e boas práticas.
Como a integração de dados públicos e APIs apoia o compliance
Nossa experiência mostra que o uso inteligente de dados públicos é um recurso prático para fortalecer políticas de compliance. A integração por API permite:
- Consulta ágil a diversas fontes oficiais, em tempo real
- Atualização automática de informações de perfil e risco de clientes
- Enriquecimento das bases para reduzir inconsistências
- Auditoria detalhada de processos, favorecendo a prestação de contas às autoridades
Os recursos de consulta de informações disponíveis na nossa plataforma são um exemplo de como é possível transformar dados em inteligência prática a favor da conformidade e da prevenção a ilícitos.
Dados confiáveis são a base de um compliance moderno e eficiente.
O papel da cultura de compliance como diferencial competitivo
VaI além da tecnologia. Adotar uma cultura de compliance ajuda a ganhar confiança dos reguladores, do mercado e dos próprios usuários das fintechs.
Equipes bem treinadas, processos claros e uso integrado de dados públicos deixam a operação mais preparada e resistente a fraudes. Além disso, reduzem custos com eventuais multas e retrabalhos exigidos por órgãos fiscais.
Compliance já não é mais diferencial: é pré-requisito para sobreviver e crescer em 2026.
Plataformas como a Direct Data buscam transformar a conformidade em vantagem estratégica, permitindo operações ágeis, baseadas em dados de centenas de fontes e com interação simples via API.
Conclusão
À medida que 2026 se aproxima, as fintechs que entenderem a regulação como uma oportunidade de estruturar melhor suas operações sairão na frente. O segredo está em unir tecnologia, dados confiáveis e cultura de compliance forte. É este o caminho que acreditamos na Direct Data.
Conheça as soluções da Direct Data e garanta que sua fintech esteja pronta para o futuro da regulação financeira.
Perguntas frequentes sobre compliance em fintechs e marco regulatório
O que é o marco regulatório para fintechs?
O marco regulatório para fintechs é o conjunto de normas que definem como esse tipo de empresa deve operar dentro do setor financeiro. Inclui regras sobre prevenção à lavagem de dinheiro, proteção de dados e atendimento às exigências do Banco Central. O objetivo é aumentar a transparência, segurança e justiça nas operações financeiras realizadas por fintechs.
Quais os principais desafios de compliance em 2026?
Os principais desafios são atualização constante das políticas internas para acompanhar mudanças regulatórias, integração de sistemas para validação automatizada de dados, prevenção de fraudes sofisticadas e adaptação à proteção de dados. Além disso, é necessário capacitação das equipes, fortalecimento da cultura de compliance e uso de soluções tecnológicas como APIs de dados públicos.
Como as fintechs podem se adaptar às normas?
Devem investir em sistemas automatizados para validação de identidade, monitoramento de transações e controle de risco. O uso de plataformas especializadas, como a Direct Data, permite integrar processos de compliance diretamente às operações, compartilhando dados em tempo real e documentando todas as etapas.
Quais são as exigências de compliance mais comuns?
As exigências mais comuns incluem validação cadastral do cliente (KYC), monitoramento e registro detalhado das operações, relatórios automáticos de atividades suspeitas, proteção de dados sensíveis e respostas rápidas a incidentes. A conformidade com a LGPD e com regras do Banco Central completa o quadro regulatório.
Compliance para fintechs é obrigatório?
Sim, compliance é obrigatório para todas as fintechs que atuam no sistema financeiro brasileiro. O não cumprimento das regras implica em riscos administrativos, multas e até mesmo perda da autorização de funcionamento. Por isso, contar com soluções que integrem dados públicos e automação torna-se indispensável para operar em 2026.
